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segunda-feira, 30 de março de 2009

The Boy in the Striped Pyjamas


Quando pensamos que já são demasiadas as histórias sobre a II Guerra Mundial, os campos de concentração, os nazis e os judeus, surge mais uma obra-prima para o contrariar.

Mark Herman conseguiu tranformar o romance do irlandês John Boyne numa pequena preciosidade da sétima arte. Uma história tão simples, e ao mesmo tempo tão carregada de significados e simbolismos.

Menos é definitivamente mais.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Nostalgia

Finalmente, em 3 meses, estou a muito poucas páginas de ler a Blitz de uma ponta à outra. A falta de tempo às vezes é inexplicável, e confesso que já tinha saudades deste meu vício mensal tão saudável (:

Lê-la foi sem dúvida a minha salvação, hoje, enquanto estava literalmente a vegetar numa sala de espera. E acabou por ser uma espera deliciosa.

Para além da incrível entrevista ao sempre carismático Liam Gallagher dos Oasis, o artigo de opinião do Rui Tavares deixou-me boquiaberta, afinal, nem só de música se faz a Blitz.

Intitulado "O atraso do presente contínuo", numas meras duas páginas, este historiador tão dentro do século XXI vem falar do jornalismo e do que é ser jornalista, ontem, hoje e amanhã. O meu excerto preferido:

"A primeira intriga, jornalismo e nostalgia, não é muito difícil. Em primeiro lugar, só ilusoriamente o jornalismo é a matéria do presente. Como disse um grande escritor sueco, Stig Dagerman, “o jornalismo é a arte de chegar atrasado logo que possível”. Na verdade o jornalismo é o primeiro coveiro do presente, empurrando logo que possível as novidades para o passado.

(…)

O jornalista vive sempre no passado, uma espécie de passado ínfimo, olhando para o futuro, mas sempre no “imediatamente após”, recolhendo sempre os vestígios das coisas que acabaram de ocorrer. É como alguém que assiste à festa e depois varre o chão da sala. Decantando permanentemente esse passado instantâneo é impossível que o jornalista não fique saturado de nostalgia".


Talvez não venha trazer grandes novidades, mas sei lá, despertou-me para uma forma de olhar para o Jornalismo que nem sempre é a habitual, e conseguiu dar um certo encanto àquilo que, de alguma forma, aprendi durante o estudo exaustivo de TCS (Teorias da Comunicação Social).

Bolas, sou uma saudosista incurável, e chamar a nostalgia para bem perto daquilo que eu quero tanto fazer/ser, foi uma óptima tirada do Rui Tavares. O vinho de eleição dos jornalistas é mesmo o mais maduro. ;)