Quando pensamos que já são demasiadas as histórias sobre a II Guerra Mundial, os campos de concentração, os nazis e os judeus, surge mais uma obra-prima para o contrariar.
Mark Herman conseguiu tranformar o romance do irlandês John Boyne numa pequena preciosidade da sétima arte. Uma história tão simples, e ao mesmo tempo tão carregada de significados e simbolismos.
À tarde, vi-a pela primeira vez na aula de Design e Comunicação Visual. À noite, mal entrei num café, lá estava ela na parede mesmo à minha frente. Pequenas coincidências.
Estou de volta! Isto depois de uma longa ausência, muito criticada pela minha Aline, que é a pessoa mais cibernáutica que eu conheço :D
E não é que esta tarde ela deixou o mote para um post fantástico? Porque qualquer post, nem que tenha somente as duas palavrinhas "Joy" e "Division", é fantástico.
A banda dos 70's que Ian Curtis e os actuais New Order vincaram na história da música, de início, Warsaw, só depois se veio a chamar Joy Division.
O que eu não sabia, mas a Aline tratou de me esclarecer, é que Joy Division era o nome dado aos grupos de mulheres judias que, durante a 2ª Guerra Mundial, eram obrigadas a prostituir-se nos campos de concentração, em nome das exigências sexuais dos militares Nazi.
Esta realidade foi retratada no romance de 1955 The House of Dolls do judeu Yehiel De-Nur. E foi a partir dele que os Joy se tornaram os Joy. Division.
Obrigada Aline, meu amô, por teres visto o "24 Hour Party People" e pela inspiração ;)
E deixo-vos o cover da Shadowplay, brilhantemente feito pelos meus The Killers numa gala da NME: